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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tofu, o Grande Bloco Branco: Saiba Como Enfrentá-lo

Dr George Guimarães, nutricionista especializado em dietas vegetarianas
Agosto de 2009
www.nutriveg.com.br


O tofu é em alimento feito a partir dos grãos da soja e o seu processamento o torna um alimento mais concentrado e nutritivo do que o grão original. Ele é aquele bloco grande, branco e gelado que você já viu algumas vezes no supermercado e se perguntou como comê-lo. Apesar de não ser conhecido pala maior parte da população, o tofu é um excelente alimento, rico em ferro, cálcio, proteínas e outras substâncias de interesse à saúde, como as isoflavonas, por exemplo. Apesar de ser muito nutritivo, o tofu é um alimento de baixas calorias.


Mesmo com tantas vantagens, o tofu é vítima de grande preconceito e por isso a sua utilidade culinária é pouco conhecida. A verdade é que o tofu é um alimento muito versátil e saboroso, mas não é por isso que ele pode deixar de receber atenção no preparo. O tofu não deve ser confundido com um queijo branco (queijo minas), que pode simplesmente ser cortado e consumido como se apresenta. Apesar de ele ser perfeitamente saudável se consumido dessa forma, ele não tem sabor próprio e por isso precisa ser temperado. Por causa da sua consistência peculiar, o tofu pode ser preparado de diversas e deliciosas maneiras. Ele tem a propriedade de adquirir o sabor de qualquer alimento ou tempero com os quais divida a receita. Aprenda a conhecê-lo e logo ele se tornará o seu alimento favorito. Pode ter certeza que tanto as suas receitas quanto a sua saúde serão imensamente enriquecidas com a adição desse alimento ao seu cardápio.


Sendo assim, finalmente é chegada a hora de conhecê-lo. Mas, antes disso, você precisa perder o medo que sente por ele. Logo você, uma pessoa tão corajosa, não vai ter medo de um monte de grãos de soja processados, vai? Vamos lá, coragem! Para ajudar, seguem algumas dicas para você enfrentar o “grande bloco branco”:


1. Identifique a origem do seu medo. As possibilidades mais prováveis são as seguintes:
a) Você teme acostumar-se com o seu uso e não conseguir encontrá-lo quando estiver viajando em alguma cidade distante.
b) Você teme que, por ser um alimento que reúne características que previnem a ocorrência de doenças crônicas e degenerativas, o tofu possa prolongar a sua vida de forma que você viverá mais do que o/a seu/sua companheiro/a e você não deseja vê-lo partir antes de você. Saiba que você pode persuadir a sua cara metade a enfrentar o grande bloco branco junto com você.
c) Você teme que, ao comer muito tofu, se sentirá compelido a participar de alguma seita reservada a pessoas estão associadas ao consumo de alimentos pouco convencionais.
Caso você não se enquadre em nenhuma dessas categorias, procure meios que ajudem a identificar a origem da sua fobia. Isso é essencial para que você possa progredir para o próximo passo.


2. Escolha o tipo de tofu mais adequado ao seu nível de preparo. Você vai descobrir que o tofu vem em diferentes tamanhos, embalagens e consistências: 400 g, 500 g, blocos enormes de 1 kg, sacos plásticos, caixinhas, mole, quase mole, duro, muito duro, seco, defumado... Isso já torna as coisas bem mais fáceis, não é? Nesse momento, você começa a notar que são bastante grandes as possibilidades de haver afinidade entre vocês. Mas vá com calma. Comece com os de consistência mais dura, que desmancham menos durante o preparo e servem para substituir as preparações com as quais você já está mais familiarizado.


3. Abra a embalagem e toque nele (essa é a minha parte favorita). Atenção, esse é um momento crucial na relação Você está indo bem até aqui: conheceu-o e levou-o para casa achando que podem ser felizes juntos. Mas esse é o seu primeiro momento de verdadeira intimidade com o alimento e, como acontece no início de qualquer relacionamento, pode ser um momento decisivo. Já que ele se limita a colocar-se à sua frente de maneira fria e pálida, cabe a você aproximar-se dele. Acredite, vocês têm tudo para serem felizes juntos. Você descobrirá que ele, na verdade, é muito agradável, versátil, macio e úmido.


4. Experimente-o de formas diferentes (na verdade, é essa a minha parte favorita).O tofu pode ser grelhado, frito, assado, pode ser amassado, batido, liquidificado, fatiado. Tempere-o como preferir. Não é necessário qualquer manual de instruções. Tenha em mente que a sua versatilidade está não apenas nas transformações que a sua consistência proporciona, mas também na sua aptidão a receber todos os tipos de temperos.

Experimente-o com os temperos mais simples e também com os mais exóticos. Faça dele o ingrediente principal dos seus pratos mais elaborados e também dos lanches mais simples. Simplesmente amasse-o e acrescente azeite e ervas e estará pronto o recheio dos sanduíches que você levará para o trabalho ou para o passeio. Corte-o em pequenos cubos e tempere com molho shoyu e você terá o complemento ideal para o seu jantar ou piquenique.


Logo você constatará que não consegue mais parar de pensar em comê-lo, seja em casa, no trabalho, na rua, nas festas, no carro, no gramado... Jamais uma refeição parecerá completa sem a presença dele. Pesquise os muitos livros de receitas que ajudarão a apimentar a relação entre vocês. Quando se trata do tofu, as possibilidades são infinitas!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A erva-mate contra o mal de Parkinson

 

Por Anderson Moço
Esse efeito acaba de ser constatado por cientistas da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina. Depois de testar o extrato da planta em ratos induzidos à doença, eles observaram que algumas de suas substâncias mostraram-se capazes de protegê-los. Em outra investigação os animais receberam o fi toterápico com a medicação tradicional e os resultados foram ainda mais signifi cativos. Parte das cobaias chegou a recuperar completamente os movimentos. O estudo ainda é preliminar, mas já provou que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção desse mal degenerativo e também como coadjuvante no tratamento, conta a farmacêutica Luciane Costa Campos, chefe da pesquisa.

FICHA DA PLANTA
Nome científico: Ilex paraguariensis St. Hilaire
Nomes populares: erva-mate, mate, erva-chimarrão, chá-do-brasil
Formas de consumo: na região Sul a bebida, bem concentrada, leva o nome de chimarrão; no Sudeste serve-se o chá quente e gelado; no Centro-Oeste seu nome é tereré, versão tropical do chimarrão, com gelo e limão
Origem: América do Sul
Características: seu caule, de cor acinzentada, tem em média 30 centímetros de diâmetro. O porte é variável e, dependendo da idade, pode atingir 12 metros de altura. Quando podada não passa dos 7 metros
Parte usada: folhas

Fonte: http://saude.abril.com.br

domingo, 8 de dezembro de 2013

Farinha de beringela ajuda a reduzir gordura abdominal


Você sabia que a farinha de berinjela ajuda a emagrecer? Um estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que mulheres que consumiram esse alimento tiveram redução na gordura abdominal. A explicação é simples. “A farinha apresentou bons resultados em função de sua maior concentração de fibras”, afirma a nutricionista Glorimar Rosa, coordenadora da pesquisa em entrevista à revista SAÚDE!.
A farinha de berinjela possui 40% de fibras em sua composição. Elas geram saciedade, diminuindo a fome e evitando a compulsão alimentar. Também ajudam a diminuir os índices de colesterol, triglicérides e de ácido úrico no sangue (que causa inflamações, como a gota).
O produto, no entanto, peca por conter menos vitaminas e pela maior concentração de sódio comparada ao legume in natura. Mas isso não é um grande problema. Essa quantidade ainda é bem mais baixa do que a oferecida em qualquer pacote de salgadinho. Assim ela está liberada para hipertensos.
A única ressalva é que, após a ingestão da farinha, há o aumento dos radicais livres no organismo – aquelas substâncias que destroem as células do corpo e aceleram o envelhecimento. Por esse motivo, os especialistas recomendam consumir, logo depois, uma fruta cítrica, rica em vitamina C (como laranja, limão, acerola, kiwi). Esse nutriente neutraliza o efeito destrutivo dessas moléculas oxidantes. Assim, evita o problema.
Quer aprender a fazer a farinha em casa? A nutricionista Mauara Scorsatto, coautora da pesquisa, ensina a receita na revista WOMEN´S HEALTH. “Primeiro, lave bem a berinjela, pique em pedaços pequenos e coloque em um tabuleiro. Depois asse por aproximadamente 2 horas. Espere esfriar e bata no liquidificador ou processador”. Pronto! Agora é só consumir.
(Com reportagens de Cristina Amorin para a revista WOMEN´S HEALTH e de Rodrigo Gerhardt para a revista SAÚDE!)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Extrato das Sementes da Sucupira: Efeitos e Benefícios


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Sobre os efeitos e benefícios das sementes de Sucupira e das propriedades antiinflamatórias e antireumáticas do extrato do óleo da semente da Sucupira.

A Sucupira-Branca (Pterodon pubescens Benth), é planta medicinal brasileira que pertencente a família das Leguminosas, sendo uma árvore nativa com distribuição pela região central do Brasil (principalmente nos estados de São Paulo, Goías e Minas Gerais). As sementes de Sucupira são usadas na medicina popular em forma de chá e em infusões de vinho para tratar doenças reumáticas e inflamatórias, como a artrite(reumatismo, artrite reumatóide), sendo muito indicada para a saúde das articulações. Estudos toxicológicos do extrato etanólico (óleo) das sementes de Sucupira não demonstraram mutagenicidade ou toxicidade na planta.

Um estudo experimental com o extrato da Sucupira – Pteridon pubescens – demonstrou cientificamente que os efeitos relatados decorrentes do uso tradicional da planta Sucupira-Branca podem significar o isolamento de novos compostos para o tratamento da artrite reumatóide e outras doenças inflamatórias crônicas e autoimunes. A artrite reumatóide é uma doença autoimune crônica caracterizada por articulações inflamadas e funções exacerbada de macrófagos e linfócitos T e B. Apesar da eficácia dos medicamentos imunossupressores, ainda é importante a pesquisa de novas alternativas e estratégias anti-reumáticas, com o objetivo de evitar os efeitos colaterais do tratamento tradicional, que em algumas pessoas, leva a interrupção do tratamento.

O efeito anti-artrítico do extrato hidroalcoólico das sementes de Sucupira-Branca (Pterodon pubescens) foi demonstrado experimentalmente utilizando a artrite induzida por colágeno (CIA). Sub-efeitos tóxicos agudos não foram observados em análises em ratos. Outras análises demonstraram efeitos anti-inflamatórios e antinociceptivos (capacidade de perceber a dor) do extrato etanólico das sementes.¹

Outro estudo, também realizado cobaias, concluiu que o extrato bruto das sementes da Sucupira (Pterodon emarginatus) foi efetiva contra o estresse oxidativo e nitrosativo induzido pelo exercício físico agudo. O extrato da Pteridon emarginatus aboliu a maioria dos processos oxidativos, proporcionando assim um a ação antioxidante e antiinflamatória contra o exercício agudo. Apesar do papel bem documentado de proteção de substâncias vegetais antioxidantes e sua capacidade de proteger contra os efeitos deletérios da oxidação, a maioria dos estudos tem analisado o efeito antioxidante de apenas uma classe de compostos ou de um composto isoladas, principalmente in vitro. Este estudo demonstrou que o extrato de Sucupira tinha ação antiinflamatória e antioxidante após a realização de exercícios, o que pode confirmar que os efeitos benéficos do extrato de Sucupira, muito utilizado na medicina popular brasileira para o tratamento de artrite, reumatismo, osteoartrite e inibição da dor, pode ser útil como um agente terapêutico contra danos oxidativos em seres humanos.²

¹ Cardoso, C.C., A.C. Pinto, P.R. Marques, C.R.M. Gayer, M.I.R. Afel, M.G.P. Coelho e K.C.C. Sabino, 2008. Suppression of T and B Cell responses by Pterodon pubescens seeds ethanolic extract. Pak. J. Biol. Sci., 11: 2308-2313. — ² Paula F.B.A, Gouvêa C.M.C.P, Alfredo P.P. e Salgado I. Protective action of a hexane crude extract of Pterodon emarginatus fruits against oxidative and nitrosative stress induced by acute exercise in rats.

Fonte: http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com

domingo, 1 de dezembro de 2013

Conheça o óleo de castanha-do-pará

 

Engana-se quem acha que o azeite é o único óleo prensado a frio. Este, extraído da castanha-do-pará, também é -- o que garante a preservação dos seus melhores nutrientes, sobretudo os ácidos graxos essenciais, não fabricados pelo organismo. "O produto tem um sabor suave e pode ser usado para temperar saladas ou como ingrediente de vários tipos de receita", diz o engenheiro agrônomo Flavio Luis Veras, diretor técnico e comercial da Vital Âtman, indústria especializada em óleos vegetais. A recomendação de consumo é de 1 a 2 colheres de sopa por dia.


Atributos para dar e vender
Os ácidos graxos essenciais, moléculas da chamada gordura do bem, sobram na castanha-do-pará. Destacam-se sobretudo os ômegas 6 e 9, comprovadamente benéficos para o coração. A oleaginosa contém, ainda, uma considerável quantidade de proteínas e dois minerais pra lá de importantes: o zinco, que afasta o risco de infecções oportunistas, além de atuar no crescimento e na cicatrização, e o selênio, que fortalece o sistema imunológico, equilibra a tireóide e previne tumores. Sem falar em outra riqueza -- a vitamina E, que é um poderoso antioxidante. Basta uma unidade para suprir as necessidades diárias desse nutriente.


O que diz a especialista
Segundo a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, em São Paulo, o produto pode dar um gostinho especial à comida, mas não vale a pena usá-lo para cozinhar, já que é muito mais caro do que o óleo de soja, por exemplo, e não rende tanto. "Adicione algumas gotas ao prato já pronto", recomenda. E quem quer abaixar o ponteiro da balança deve ter cuidado, pois o produto é bem calórico -- uma colher de sopa soma 90 calorias.

Preço médio: 58 reais a garrafinha com 185 mililitros
Outras informações ao consumidor: 0800 774 3361 ou www.vitalatman.com.br

Fonte: http://saude.abril.com.br/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Os Benefícios da Canela

 

Além de ser um alimento com ação antioxidante e antiinflamatória, a canela também possui uma ação antimicrobiana, promovida pelo óleo essencial existente
em sua composição.

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Para mostrar como é especial, este óleo também torna alguns medicamentos mais efetivos no combate de bactérias. Inclusive, atualmente a canela começa a ser pensada como uma possibilidade de conservação de alimentos, já que inibe o crescimento de diversas bactérias.

Outro benefício da canela é o auxílio do controle da glicemia em diabéticos ou em indivíduos com resistência à insulina, que possuem maior risco de se tornarem diabéticos, ou mesmo no controle da glicemia de indivíduos saudáveis mas que apresentam compulsão por doces.

Uma dica, seria adicionar a canela em pratos com alto teor de carboidratos, como, por exemplo, pães e massas pois ela diminui o tempo de esvaziamento gástrico, bem como da glicemia após ingestão de uma refeição..

Combinando todos estes benefícios, sabor e aroma que a canela pode trazer em nossa alimentação, esta especiaria pode e deve ser introduzida no dia-a-dia para auxiliar o bom desenvolvimento e funcionamento de nosso organismo!

Acrescente ao seu cardápio 1 colher de chá dessa maravilha de especiaria no seu dia a dia.

Fonte: http://www.buscasaude.com.br

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Erva-mate contra as placas de gordura

 

Matéria-prima do chimarrão, ela atende pelo nome científico de Ilex paraguariensis e contém substâncias capazes de dar um basta nos radicais livres, as moléculas danosas por trás de males como as placas de gordura que se formam nas artérias, provocando infartos. O professor Edson Luiz da Silva, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comprovou os benefícios da erva-mate contra a aterosclerose. Coelhos submetidos a uma dieta rica em colesterol foram o alvo de uma das pesquisas do cientista em outras palavras, os bichos se alimentaram com a gordura que entope os vasos. A erva-mate conseguiu inibir a progressão da aterosclerose em cerca de 50% nos animais, conta Silva.
Em seres humanos, o professor da UFSC demonstrou que o consumo de chimarrão protege o plasma e as partículas de LDL, o colesterol ruim, contra a ação dos radicais livres, algo conhecido no meio científico como oxidação. Existem fortes evidências de que essas moléculas estejam envolvidas no início e na progressão da aterosclerose, explica o pesquisador. Quando se encontra em excesso no organismo, o LDL se deposita nas artérias, dando origem à placa de gordura. Depois de ser oxidado pelos radicais livres, o LDL se deposita na parede arterial e atrai células de defesa como os macrófagos. Elas engolem essa gordura e, no final das contas, se transformam no que os médicos chamam de células espumosas, um dos principais ingredientes do ateroma, o outro nome da placa. A inibição da oxidação do LDL pelos compostos fenólicos existentes na erva-mate pode contribuir para prevenção da aterosclerose, finaliza Silva.

Fonte: http://saude.abril.com.br

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Conheça os benefícios do levedo de cerveja para a saúde da sua pele

 

Levedo é indicado para atletas por ter ação energética

 

É da produção da cerveja é que se obtém a fermentação do levedo de cerveja. Segundo a nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde, esse suplemento alimentar contém alto valor nutricional e é capaz, entre outros benefícios, de melhorar o aspecto da pele.

— O levedo melhora o aspecto da pele especialmente nos casos de acne, eczemas e psoríase, e também auxilia a saúde das unhas e dos cabelos. Além disso, ele combate o envelhecimento precoce — explica.

Conforme a especialista, o levedo é obtido através da levedura Saccharomyces cerevisiae, um fungo responsável pela fermentação do açúcar de cereais como o arroz, o trigo, a cevada, o malte e o lúpulo. O levedo é geralmente extraído após o processo de fermentação da cerveja.

Bruna esclarece que o complemento é popular por causa do seu alto valor nutricional e por ser rico em minerais como ferro, fósforo, magnésio, potássio, cromo, zinco e vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6, B5, ácido fólico, biotina).

— As vitaminas do complexo B estão envolvidas em vários processos metabólicos e principalmente na síntese (formação) de carboidratos, importantes para fornecer energia ao organismo mantendo seu equilíbrio e bom funcionamento — Diz.

— Com esses valores nutricionais, o levedo combate a fraqueza muscular e a dificuldade de concentração — complementa.

Por ter ação energética, o seu consumo também é indicado a praticantes de atividades físicas, atletas, crianças em fase de crescimento, idosos, gestantes e doentes em fase de recuperação.


Precauções

Bruna alerta, no entanto, que é preciso ter cuidado com o consumo do complemento pois ele pode afetar a saúde do intestino. Isso porque o levedo possui leveduras que podem competir com bactérias probióticas (bactérias benéficas) no intestino, que causa um desequilíbrio da microbiota intestinal.

— É importante que as pessoas saibam que o levedo de cerveja não pode ser utilizado por pacientes com doença celíaca, por pessoas com fungos como candidíase e micoses de repetição e desequilíbrio na microbiota intestinal— diz Bruna Murta.

— Por isso, antes de consumir, é importante que a pessoa saiba como está sua saúde intestinal já que é o principal órgão que produz nossas células de defesa — destaca.

Como consumir

O levedo de cerveja é encontrado em flocos e pó, que podem ser acrescentados a vitaminas, sucos de frutas, iogurtes e saladas de frutas. Em comprimidos, deve-se tomar com líquidos, de acordo com a orientação do fabricante. O consumo indicado do levedo é de uma colher de sopa ao dia.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Gengibre – Um anti-inflamatório natural

 

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Certo dia entrou no consultório do Dr. Al Sears um novo paciente dizendo que estava se sentindo cansado, rígido e dolorido. Disse que estava tomando quatro Advils por dia.

Se essa história lhe parece familiar, provavelmente você também faz parte do time dos que sentem dor crônica. Esta é a principal causa de incapacidade nos E.U.A , e sabe-se que pode ser totalmente insuportável às vezes.

O Dr. Al Sears avisa: Tomar analgésicos pode ser perigoso devido aos efeitos colaterais, que em alguns casos, podem até ser mortais.


Drogas como Motrin, Advil, Aleve, e outros AINEs (medicamentos anti-inflamatórios) têm sido associadas a danos nos rins, anemia,palpitações cardíacas e hemorragia gastrointestinal. Isso é realmente algo assustador! Mas o Dr. Al Sears indica um analgésico que não tem efeitos colaterais.


E o mais interessante é que provavelmente você já tenha esse analgésico no seu armário de cozinha! Pasme, mas esse analgésico se chama GENGIBRE. Isso mesmo! Gengibre.

Durante séculos o Gengibre tem sido usado em toda a Ásia para tratar dores nas articulações, resfriados e até mesmo indigestão.

O Gengibre cru ou cozido pode ser um analgésico eficaz, mesmo para condições inflamatórias como a osteoartrite. Isso porque a inflamação é a causa raiz de todos os tipos de problemas como artrite, dor nas costas, dores musculares, etc.


Ele contém 12 compostos diferentes que combate a inflamação. Um desses compostos abaixa os receptores da dor e atua nas terminações nervosas. Juntos, eles trabalham quase o mesmo que as drogas anti-inflamatórias, tais como o ibuprofeno e a aspirina, mas sem os efeitos colaterais.


Assim, se a sua intenção é eliminar esses analgésicos, passe a consumir o Gengibre.
Segue algumas dicas para você ter uma boa dose diária de gengibre:

  • Ao fritar alguns alimentos junte o Gengibre e mexa bem: ele vai adicionar um sabor revigorante para qualquer prato de carne e vegetais.
  • Complemento: A maioria das farmácias ou lojas de produtos naturais vendem gengibre em pó, em comprimidos ou cápsulas.
  • Procure por um extrato com gingerols 5%.
  • Use uma compressa de gengibre sobre zonas doloridas:
    Isso vai estimular a circulação sanguínea e aliviar dores nas articulações.
  • Beber chá de gengibre: É barato. É muito fácil. O gosto é ótimo. E cura
    Aqui está uma receita usada pelo Dr. Al Sears:
    * Quatro copos de água;
    * Um pedaço de aproximadamente 5 cm de Gengibre descascado e
    cortado em fatias; * Limão e mel a gosto. Se preferir, use laranja
    no lugar do limão. Fica ótimo! Ferva a água numa panela com fogo alto.
    Assim que começar a fervura adicione as fatias de Gengibre, deixe em fogo baixo, cubra a panela para que os vapores não saiam e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos. O chá está pronto! Basta coar, e adicionar o mel com o limão ou laranja.

Fonte: https://www.facebook.com/merci.net.br

sábado, 21 de setembro de 2013

Madâmia anticolesterol

 

Uma dieta enriquecida com macadâmias, pequenas oleaginosas mais parecidas com a amêndoa, consegue abaixar em 6% os níveis de colesterol no organismo, segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. O benefício foi observado depois de se comparar um cardápio tipicamente americano com e sem o acréscimo de macadâmias. A pesquisadora brasileira Maria Gomes da Silva lembra, porém, que 74% do conteúdo delas corresponde a reservas de gordura, quase 20% a mais do que as nozes tradicionais. Então, se a balança merece respeito, é melhor moderar.

Fonte: http://saude.abril.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Maracujá e seus benefícios que vão além da ação tranquilizante

 

Todas as partes do maracujazeiro e da fruta oferecem benefícios à saúde. Veja como aproveitar cada uma delas

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Além do sabor azedo, que cai bem no clima tropical, o maracujá é recheado de nutrientes, tem uma forte ação antioxidante e pouquíssimas calorias. "O maracujá é rico em vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, fósforo, sódio e potássio", enumera a nutricionista Paula Fernandes Castilho, diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo. "Ele conta com bastante vitamina A e C e muita fibra solúvel", acrescenta a nutricionista Vanderlí F. Marchiori, de São Paulo.

100% aproveitável

E não é só a polpa que merece atenção. Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que a casca do maracujá evita os picos de insulina, muito perigosos para os diabéticos, combate o mau colesterol e ainda ajuda a emagrecer. Nas sementes, por sua vez, pode ser encontrado um óleo com boa quantidade de ácidos graxos, muito apropriado para uso na cozinha ou até em cosméticos, graças à sua ação emoliente e antioxidante. E as folhas do maracujazeiro oferecem igualmente benefícios. Nelas fica a maior parte dos ativos por trás da ação tranquilizante.


Os cientistas já perceberam que essa planta guarda muitas outras surpresas. A aposta nela é tão grande que foi criada uma associação de pesquisadores para desvendar seus segredos. "Ela é composta de 27 instituições brasileiras de renome, como a Universidade de São Paulo e a Universidade de Brasília, além de duas internacionais", conta a pesquisadora Ana Maria Costa, da Embrapa Cerrados, que coordena a rede. "Uma das metas é estudar as variedades de espécies nativas, estimadas em cerca de 200", ela explica. Tanto empenho tem valido a pena. A equipe descobriu que algumas delas combatem o diabete, os problemas do coração, as enxaquecas, o estresse, a tensão pré-menstrual, os tremores e a obesidade, além de contribuírem para a regeneração celular. "Muitas não são conhecidas pelo público, por isso agora estamos trabalhando com o intuito de colocá-las no mercado, o que deve acontecer em breve", diz Ana Maria.

Ele é mesmo calmante?

Sim. Ele contém alcaloides e flavonoides, substâncias que agem no sistema nervoso central e atuam como tranquilizantes, analgésicos e relaxantes musculares. "Por isso ajudam a combater a ansiedade, a depressão e os distúrbios do sono", esclarece Paula Fernandes Castilho, especialista também em fitoterapia. "Mas não é indicado usar as folhas diretamente para fazer chá em casa, já que elas têm compostos tóxicos", alerta Ana Maria Costa.


Raio x da planta
Todas as partes do maracujazeiro oferecem benefícios à saúde. Veja como aproveitar cada uma delas

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Folhas - Com elas são feitos medicamentos e chás. Mesmo quem não aprecia o gosto pode tirar proveito de sua ação calmante usando a infusão como base de sucos.

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Fruto - É rico em nutrientes e seu suco é ingrediente precioso em receitas como mousses, bolos, molhos para salada, vinagretes e até farofas.

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Casca - Ela é rica em pectina, um tipo de fibra que arrasta gorduras para fora do organismo. É consumida na forma de farinha, misturada em sucos e iogurtes.

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Sementes - Trituradas, entram na fabricação de esfoliantes. Já o óleo extraído delas serve para temperar saladas.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Castanhas - Um punhado de muita saúde

Uma porção diária de nozes, amêndoas e afins garante um coração mais protegido, combate o envelhecimento precoce e ajuda a aplacar a fome. Não saia de casa sem o seu kit.

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Difícil deixar de associá-las a celebrações. Castanhas, amêndoas e nozes não podem faltar a qualquer mesa de aperitivo que se preze. Por influência dos países do hemisfério norte, onde a colheita acontece no outono e no inverno, os brasileiros também criaram o hábito de devorá-las nas festas de fim de ano. Mas, apesar de acompanharem a comilança de doces e petiscos gordurosos, essas oleaginosas estão longe de comprometer a saúde. Ao contrário. Não é de hoje que a ciência investiga — e comprova — seus benefícios para o organismo.

Um levantamento que acaba de ser conduzido na Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, sugere que a ingestão diária de 67 gramas de castanhas e companhia, o que dá aproximadamente dois punhados, reduziria o LDL, o mau colesterol, em 7,4%. As concentrações de triglicérides chegaram a cair até 10%. “Isso é resultado da grande quantidade de gorduras monoinsaturadas que esses alimentos fornecem”, explica Joan Sabaté, chefe do Departamento de Nutrição da universidade, que revisou 25 estudos sobre o assunto, realizados em sete países.

Esse ácido graxo, presente também no azeite de oliva, é responsável por varrer as moléculas de colesterol das artérias e nos proteger de infartos e derrames. “Ele deve corresponder a 20% de todas as calorias que uma pessoa consome”, afirma a nutricionista Anna Carolina Di Creddo Alves, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Os especialistas brasileiros só discordam da pesquisa americana em um ponto: a quantidade. “Não há dúvida de que as oleaginosas entram na lista de boas escolhas alimentares, mas 67 gramas todos os dias, para alguns, pode ser um exagero”, acredita Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração, na capital paulista. Assim, justifica o médico, fica difícil balancear a dieta. “O ideal seria comer no máximo 30 gramas, para não aumentar demais o consumo de gordura nem de calorias”, recomenda a nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. E não faltam registros de que, mesmo em doses menos generosas, a turma das castanhas é capaz de manter o coração batendo cheio de vigor. Para facilitar a sua vida, seguimos as orientações desses experts e preparamos um kit cheio de vitaminas, minerais e gorduras do bem. Além de saboroso, ele fornece menos de 200 calorias e garante sua dose diária de saúde aonde quer que você vá.

Já existem indícios de que a gordura monoinsaturada, que se tornou célebre por brecar o surgimento de doenças cardiovasculares, pode acelerar o processo de emagrecimento. Mais que isso: o ácido graxo presente nas oleaginosas agiria diretamente na barriga. Universidades europeias mostraram, por exemplo, que 2 colheres de azeite de oliva deixam a silhueta mais fina. E essa não é uma questão meramente estética. O tecido gorduroso que se acumula na região abdominal contribui para o surgimento do diabete e, ao lado da hipertensão e do colesterol alto, faz parte de um conjunto de problemas que recebeu o nome de síndrome metabólica — um mal que diminui a expectativa de vida e tem deixado os médicos alertas. “A monoinsaturada age contra processos inflamatórios em geral, como aqueles envolvidos na obesidade”, explica a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo.

Ao prescrever que seus pacientes acrescentem algumas unidades de nozes e castanhas à dieta, não é incomum que se recomende comê-las antes das refeições. “As gorduras costumam demorar mais para ser digeridas pelo organismo, por isso prolongam a sensação de saciedade”, afirma a nutricionista gaúcha Vera Rocha Barone, que pesquisou as nozes em seu doutorado, na Universidade de Grenoble, na França.

O kit diário proposto aqui ainda está cheio de substâncias que combatem os radicais livres, aquelas moléculas que se formam naturalmente ao longo da vida e provocam o envelhecimento das células. “O selênio e a vitamina E apresentam uma capacidade antioxidante significativa”, ressalta Silvia Cozzolino. Você também vai encontrar ali boas porções de minerais como fósforo, magnésio e zinco, necessários para que o corpo funcione corretamente da cabeça aos pés. “Pouca gente se lembra de falar, mas essas oleaginosas são ricas em arginina, que ajuda a dilatar os vasos e melhorar a imunidade”, acrescenta Jobst.

Quem carrega o combinado de oleaginosas também leva consigo quantidades consideráveis de proteínas e fibras. Mas atenção: elas não são o que podemos chamar de fontes legítimas desses ingredientes, portanto jamais poderão substituir frutas e hortaliças nesses quesitos. Antes de preparar o seu estoque de nozes e castanhas, preste atenção em algumas estratégias para aproveitar melhor tudo o que elas oferecem: o ideal é guardá-las na geladeira, de preferência em um recipiente fechado. Dessa forma, você evita a oxidação das gorduras. “Quando isso acontece, dá para notar porque o sabor fica alterado, rançoso”, diz a nutricionista Vera Rocha Barone. O fogo também pode fazer com que alguns benefícios evaporem. “O selênio, por exemplo, não resiste no forno a mais de 150 graus”, avisa Silvia Cozzolino.

O nutrólogo Daniel Magnoni lembra de algo fundamental para aqueles preocupados com os assuntos do coração: a indústria costuma acrescentar sal a esses produtos vendidos como aperitivo. E, aí, comer demais é dar um tiro no pé. O sódio é uma verdadeira bomba para as artérias e nós, brasileiros, já comemos além da conta. Olhe bem nos rótulos e escolha as versões menos salgadas. De bônus, você passa longe da hipertensão.

Na verdade, o direito ao excesso não deve ser concedido a ninguém que preza por uma saúde sempre em equilíbrio. E isso não vale somente para as nozes e castanhas. “A ingestão exagerada de qualquer alimento resulta em sobrepeso e, às vezes, obesidade”, reforça Joan Sabaté, o líder da pesquisa americana. No caso das oleaginosas, ele considera preferível que elas substituam alimentos ricos em gordura saturada ou os muito calóricos. Em outras palavras: quando você troca o salgadinho e o refrigerante por uma porção como essa que preparamos, o corpo todo fica em festa.

Não esqueça as nozes e as castanhas no armário por muito tempo. Em contato com o calor e o oxigênio, perdem-se consistência, sabor e, principalmente, seus nutrientes.

Saúde na dose certa
Incluir a combinação abaixo no seu dia a dia satisfaz o paladar e deixa os vasos mais relaxados.


1 Castanha-do-pará tem:

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Calorias - 35
Gordura saturada - 0,8 g
Gordura monoinsaturada - 1,2 g
Gordura poli-insaturada - 1,2 g
Selênio - 200 a 400 mcg
Vitamina E - 0,38 mg
Zinco - 0,23 mg

A porção é pequena mesmo e há um motivo para isso. Uma única unidade nativa da Floresta Amazônica brasileira já supera a recomendação diária de selênio, que é de 55 miligramas para adultos saudáveis. “O limite máximo é de 400 microgramas”, enfatiza Silvia. Os exageros fazem mal: podem enfraquecer unhas e cabelos, além de deixar o hálito com cheiro de alho. “Já em medidas adequadas, o selênio participa da produção dos hormônios da tireoide, melhora o sistema imunológico e até reduz o risco de câncer”, diz a nutricionista. Atualmente, o maior produtor dessa semente, que também pode ser chamada de castanha-do-brasil ou castanha-da-amazônia, é a Bolívia.

2 Nozes têm:

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Calorias - 65,4

Gorduras saturadas - 0,6 g

Gorduras monoinsaturadas - 0,9 g

Gorduras poli-insaturadas - 4,7 g

Magnésio - 15,8 mg

Zinco - 0,3 mg

Potássio - 44,1 mg

O fruto da nogueira é provavelmente a mais pesquisada das oleaginosas. “Estudos publicados em diversas partes do mundo esclarecem os benefícios das nozes para a saúde”, afirma o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Univesidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, em seu livro Alimentos Funcionais na Nutrologia Médica (Editora Ottoni). Elas fornecem boas pitadas de magnésio, indispensável para quem deseja combater a fadiga e resguardar os ossos. Só não dá para exagerar por causa dos níveis de gordura — entre as suas companheiras de kit, as nozes são as que apresentam maior quantidade da versão poli-insaturada, que é, sim, benéfica, desde que não haja exageros.

6 Amêndoas têm:

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Calorias - 41
Gorduras saturadas - 0,3 g
Gorduras monoinsaturadas - 2,2 g
Gorduras poli-insaturadas - 0,9 g
Vitamina E - 1,9 mg
Fósforo - 35 mg
Potássio - 51 mg

Garantem os cientistas que uma porção de amêndoas pode reduzir o LDL em 3%. E, o melhor, sem alterar o peso. Elas apresentam quantidades consideráveis da vitamina E alfatocoferol, que é a forma desse nutriente mais bem absorvida pelo corpo. Uma curiosidade: segundo o nutrólogo Edson Credidio, um estudo realizado no King’s College, em Londres, mostra que nem toda a gordura dessas oleaginosas é absorvida pelo organismo. Isso porque, durante a mastigação, não conseguimos romper todas as paredes das células da amêndoa, que participam da absorção do nutriente. O resultado leva à suspeita de que o alimento teria menos calorias do que o imaginado.

3 Castanhas de caju têm:

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Calorias - 43

Gorduras saturadas - 0,68 g

Gorduras monoinsaturadas - 2 g

Gorduras poli-insaturadas - 0,58 g

Fósforo - 36 mg

Magnésio - 19,5 mg

Potássio - 42,3 mg

Não confunda: a castanha é o fruto do cajueiro, não o caju em si. Aliás, eis uma planta genuinamente brasileira. “Em terras nacionais, seu cultivo se concentra no estado do Ceará”, conta Antônio Teixeira, engenheiro agrônomo da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza. Só que hoje ocupamos o terceiro lugar no ranking dos produtores, atrás de Índia e Vietnã. Do quarteto que ilustra esta página, a castanha de caju é a campeã em gorduras monoinsaturadas — em três unidades você encontra 2 gramas. Sem falar que ela brinda o organismo com fósforo, que ajuda a prevenir a osteoporose, e potássio, essencial para equilibrar o ritmo dos batimentos cardíacos.

Amendoim

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“No Brasil, ele era consumido pelos índios muito antes da chegada dos portugueses”, afirma Masaharu Nagato, engenheiro de alimentos da consultoria Nagato & Pignocchi, de São Paulo. Ele lembra que é fundamental ficar atento à segurança do alimento, que pode conter aflatoxina, substância cancerígena produzida por fungos. A dica é procurar produtos com o selo de qualidade da Abicab, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados.

Avelã

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“Ela tem propriedades antioxidante e antienvelhecimento, é rica em ômega-9 e possui anti-inflamatórios potentes”, enumera a nutricionista Daniela Jobst. Em outras palavras, só tem a acrescentar quando incluída na dieta. Mas, insistimos, preste atenção nos exageros. Ainda mais no caso das avelãs, que fazem uma combinação tentadora com chocolates e outros doces.

Pistache

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Originário da Ásia Central, é consumido como aperitivo ou como ingrediente de doces e sorvetes. Quando o assunto é caloria, praticamente empata com o amendoim — são 571 em 100 gramas, ante as 585 do amendoim. O pistache também carrega pitadas de cálcio e vitamina B6, uma fonte de bom humor (veja reportagem sobre o complexo B). O Irã, a Grécia, a Turquia e os Estados Unidos são seus principais produtores.

Elas vão bem com...

...doces, salgados, saladas. Pedimos algumas sugestões à chef Heloisa Bacellar, do Lá da Venda, uma mistura de armazém e restaurante em São Paulo. Bom apetite!

“Qualquer pão, bolo ou torta fica mais gostoso com um toque de nozes e castanhas”, afirma a chef. Ela recomenda picar e incluir na própria massa, durante o preparo. Só que, dessa forma, é bom avisar, prioriza-se o sabor, e não os nutrientes. Temperaturas muito altas podem degradar as vitaminas e as gorduras benéficas.

No café da manhã, experimente misturar as nozes e as castanhas ao cereal matinal ou ao iogurte. “Também dá para salpicar sobre a salada”, diz Heloisa. Consumi-las assim, sem cozinhar, é a melhor maneira de aproveitar seus atributos.

Para deixar os petiscos ainda mais crocantes e perfumados, Heloisa recomenda jogar um pouco de tomilho e alecrim sobre um mix de oleaginosas e levar ao fogo baixo por dez minutos.

Fonte: Revista Saúde

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O poder das farinhas funcionais

 

Feitas de frutas, grãos e cereais, as farinhas ajudam a emagrecer e previnem doenças

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Uma ajudinha a mais para manter a saúde em dia é sempre bem-vinda, certo? Por isso, para cuidar da sua saúde, prevenir doenças e, ainda, auxiliar na dieta, aposte nos alimentos funcionais.

Pesquisas recentes com diversos alimentos encontraram substâncias – além das vitaminas e nutrientes – que agem no organismo trazendo muitos benefícios. Por terem funções positivas, essa classe de alimentos recebeu o nome de funcionais ou bioativos. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) define os alimentos funcionais como alimentos ou ingredientes com alegação de propriedades funcionais e/ou de saúde e que podem, além de funções nutricionais básicas, produzir efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica.

Um bom exemplo desse tipo de alimento são as farinhas funcionais. Feitas a partir de frutas, grãos ou cereais, são bastante ricas em fibras essenciais para o bom funcionamento do organismo. Quando adicionadas às refeições, tornam seus pratos muito mais saudáveis e nutritivos.

A principal função das farinhas é fazer com que o intestino funcione corretamente. Consequentemente, quando o intestino trabalha bem, isso favorece a diminuição de colesterol e de glicose. No entanto, apenas as farinhas não são suficientes para trazer todos os benefícios. Procure ingerir as farinhas funcionais antes ou durante as refeições e não se esqueça do consumo regular de água para que elas possam realmente surtir efeito.

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E consumir as farinhas é muito fácil – elas não alteram o sabor dos alimentos e, por isso, podem ser combinadas com caldos, sopas, sucos, frutas, vitaminas ou iogurte. Outra ótima opção é usá-las para substituir a farinha de trigo em pães, massas e bolos.

Confira algumas das farinhas funcionais já disponíveis no mercado e cuide do seu corpo de maneira saudável.

Farinha de banana-verde

Não costumamos ingerir a banana enquanto ela ainda está verde, mas para produzir a farinha é preciso que a fruta ainda não tenha amadurecido. Isso porque a substância funcional presente na banana desaparece depois que a fruta fica madura. Ainda verde, ela apresenta uma alta quantidade de amido resistente. Trata-se de um carboidrato que não é absorvido pelo organismo e, por isso, exerce uma função muito semelhante à das fibras. Por não conter glúten, a farinha pode ser usada em qualquer tipo de receita.

O amido presente na fruta ainda verde retarda a absorção da glicose, assim é bom para os diabéticos, pois evita altas concentrações de glicose no organismo. A farinha de banana-verde serve para regular o funcionamento do intestino (solto ou preso) através do estímulo da flora intestinal. No intestino grosso, o amido é digerido por um processo de fermentação feito por bactérias. Durante o processo, essas bactérias produzem substâncias benéficas para o corpo todo e ainda fortalecem o sistema imunológico.

Farinha de linhaça

A casca da linhaça possui proteínas, minerais e vitaminas e, além disso, é rica em ácidos graxos. A linhaça ficou famosa por causar sensação de saciedade e facilitar a perda de peso ao acelerar o metabolismo. Ainda funciona como estimulante do intestino, melhorando o trânsito intestinal e acabando com incômodos e acúmulos. A farinha vai bem com arroz e feijão, saladas, iogurtes, pães e bolos.

Existem dois tipos de linhaça no mercado – a dourada e a marrom. Ambas são ricas em fibras e agem na diminuição das taxas de colesterol. A linhaça dourada é uma das principais fontes de ômega-3 – um dos ácidos graxos mais conhecidos – ele é fundamental para a saúde do coração, pois ajuda a reduzir os níveis de triglicerídeos. Estudos recentes ainda indicam que a linhaça traz benefícios para a pele e os cabelos.

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Farinha de uva

Por ser feita com a matéria-prima do vinho, a farinha funcional de uva traz os mesmo benefícios da bebida. O produto é feito com a casca das uvas tintas, por isso, apresenta altas concentrações de antioxidantes que combatem os radicais livres, trazendo vantagens para o corpo todo. A fruta também é rica em resveratrol – um flavonoide responsável por diminuir as taxas de colesterol ruim presentes no organismo e aumentar a produção do colesterol bom. Na hora de ingerir, abuse das combinações com iogurtes, sucos, bolos ou mesmo com outras farinhas que ficam muito saborosas.

Além da presença de fibras que vão agir no intestino, os antioxidantes da farinha de uva são responsáveis por prevenir o envelhecimento celular e diminuir as chances de doenças degenerativas. Ao ingerir a farinha, assim como o vinho, você também estará cuidando da saúde do seu coração. Os antioxidantes ainda ajudam a manter a flexibilidade das artérias, melhorando a circulação sanguínea e prevenindo as doenças cardiovasculares. É ideal para quem deseja combater as varizes, a artrite ou o envelhecimento precoce.

Farinha de maracujá

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A farinha de maracujá auxilia o emagrecimento e contribui para manter índices saudáveis de glicemia e colesterol. O alimento aproveita a parte da fruta que geralmente acabada sendo jogada fora. A casca do maracujá possui alta concentração de pectina. A pectina é um tipo de fibra solúvel que – assim como o amido resistente da banana – não é absorvida pelo organismo. Dessa maneira, a pectina se liga à água e transforma-se em um gel que dificulta a absorção da glicose, então contribui bastante para o bem-estar dos diabéticos. Recomenda-se a ingestão da farinha em sucos, vitaminas e frutas amassadas ou picadas.

O gel formado pela ligação entre água e pectina também é muito eficiente contra a absorção de carboidratos e gorduras, controlando a taxa de colesterol. Esse controle das gorduras facilita a digestão dos alimentos e favorece a eliminação. A farinha de maracujá ainda contém fósforo (para favorecer a renovação celular), cálcio (para proteger ossos e dentes), ferro (que confere energia e disposição) e vitamina B3 (necessária para transformar os alimentos ingeridos em energia).

Como usufruir dos benefícios das farinhas funcionais

Escolha a farinha que está de acordo com as suas necessidades e consuma com consciência e moderação. Nunca troque suas refeições regulares por um suco ou vitamina misturado com algum tipo de farinha. Mesmo com uma grande quantidade de vitaminas e nutrientes, a farinha não possui todas as substâncias necessárias para o bom funcionamento do organismo.

As farinhas devem ser um complemento da sua alimentação. Use sua imaginação e adicione as farinhas nos alimentos de forma que elas façam parte da sua rotina. Os especialistas recomendam a ingestão de 1 a 2 colheres de sopa por dia de farinha. Também é interessante alternar o consumo de diferentes tipos de produtos para não sobrecarregar o organismo com os mesmos nutrientes.

E, mais uma vez, não se esqueça de tomar bastante água – essa é uma dica muito valiosa! Quando você passa a ingerir mais fibras, é fundamental aumentar também a ingestão de líquidos. Sem a água, as fibras vão endurecer o bolo alimentar e a eliminação ficará mais difícil, prejudicando seu organismo e causando incômodos.

Fonte: http://todaela.uol.com.br

sábado, 20 de julho de 2013

Chia: além do emagrecimento

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A semente andina de uso milenar caiu nas graças dos brasileiros por causa do efeito seca-barriga. Mas ela tem talento para muito, muito mais...

Quando desembarcou no Brasil, há pouco mais de um ano, a chia não demorou a entrar na lista de compras dos interessados em perder peso. Nada mais compreensível. Como uma de suas principais características é virar uma espécie de gel ao entrar em contato com a água, ela dá uma baita saciedade, evitando ataques desenfreados de gula ao longo do dia. Só que os benefícios do pequeno grão - consumido por civilizações pré-colombianas há milhares de anos - não ficam restritos ao emagrecimento. Pelo menos é o que a ciência tem revelado.


Em estudo recente da Universidade de Queensland, na Austrália, a semente mostra por que merece aplausos em outros âmbitos. Em um primeiro momento, ratos foram alimentados com bastante gordura e carboidrato. Depois, os cientistas acrescentaram chia na dieta deles durante oito semanas. Ao final da intervenção, ficou claro que a inclusão da semente melhorou a sensibilidade dos bichos à insulina. "Isso significa que o hormônio foi mais eficiente na hora de encaminhar a glicose aos tecidos, processo necessário para a geração de energia", explica Lindsay Brown, uma das autoras da investigação. No caso dos portadores de diabete, que ralam para manter o açúcar que passeia pelo sangue em níveis adequados, o efeito é pra lá de bem-vindo, já que representa um maior controle da doença.


O resultado também deve ser encarado com empolgação por pessoas com sobrepeso. É que a maioria já apresenta resistência à ação da insulina. "Daí sobem os riscos de diabete e complicações cardiovasculares", conta a nutricionista Carolina Chica, da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Tem mais: na pesquisa, a chia livrou o fígado de adiposidade. "Esse quadro, conhecido como esteatose hepática, pode culminar em danos permanentes no órgão", informa a nutricionista chilena.
A enxurrada de benefícios parece ter um denominador comum, que atende pelo nome de ácido alfalinolênico - ou ALA, para simplificar. Trata-se de uma fração do ômega-3, gordura poli-insaturada encontrada aos montes na chia. Seu trunfo: combater a inflamação detectada no corpo devido à obesidade e que prejudica órgãos como coração, fígado, cérebro... "Acontece que esse ácido graxo ajuda a reduzir a produção de uma enzima chamada SCD1. Quando isso ocorre, há menor liberação de substâncias inflamatórias no organismo", esclarece a nutricionista Sandra Soares Melo, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina.


Gordura na cintura? Perigo!
O peso excedente, vale ressaltar, é um dos principais culpados pela síndrome metabólica, que contribui para piripaques cardiovasculares, a exemplo de infarto e derrame. "A tal síndrome é diagnosticada quando o paciente apresenta concentração de gordura abdominal e pelo menos mais dois fatores de risco, como glicose e triglicérides elevados, entre outros", descreve a endocrinologista Cíntia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, em São Paulo. Ainda bem que a semente de chia, com seu ácido graxo anti-inflamatório, protege contra todo esse chabu.


A comprovação vem da Universidade Nacional Autônoma do México. Inicialmente, os cientistas pediram a voluntários com aquele combo de problemas que deixassem de consumir 500 calorias no seu dia a dia. Duas semanas depois, dividiram o pessoal em duas turmas. Enquanto uma ingeriu uma bebida à base de proteína de soja, aveia e chia, a outra recebeu uma mistura inócua. Em dois meses, todo mundo apareceu no laboratório com a barriga mais enxuta. Mas só o grupo que tomou o líquido com a semente viu fatores intimamente associados ao mal perderem força. "O mais interessante é que as duas turmas emagreceram igualmente, o que nos leva a concluir que a bebida foi, de fato, a grande responsável pela melhora da síndrome", reflete Cíntia.


Aproveitando que o assunto aqui gira em torno do coração, não dá para esquecer que o ômega-3 da chia ainda favorece a redução da pressão arterial. "Na prática, ele diminui a formação de tromboxano, uma molécula que estimula o aperto dos vasos. Por outro lado, aumenta a síntese de prostaciclinas, que são vasodilatadoras", ensina a nutricionista Anna Carolina Di Creddo Alves, do Instituto do Coração, na capital paulista. Sem falar que esse tipo gorduroso evita a oxidação do colesterol LDL, processo que o torna um verdadeiro vilão para o peito - afinal, é nesse formato que a molécula propicia o desenvolvimento de placas nas artérias.


Não vá pensando que a semente é indicada só para quem está com a saúde desajustada. Lá atrás, quando maias e astecas se deliciavam com o alimento, a intenção era aperfeiçoar a resistência física. Hoje, estudiosos da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, sabem que a estratégia funciona. Por um período, antes de provas longas, eles deram isotônico a seis atletas amadores. Depois, os voluntários tomaram uma mistura desse líquido com uma bebida à base de chia. Após cada intervenção, os rapazes correram por uma hora na esteira e mais 10 quilômetros em uma trilha. Acabada o suadeira, a surpresa: "Concluímos que o ômega-3 do grão melhora o rendimento dos atletas na mesma medida que o carboidrato do isotônico", revela Travis Illian, autor do projeto.


Para o cientista, a principal vantagem da descoberta é oferecer aos esportistas um substituto à altura para os tradicionais isotônicos, cheios de açúcar. Mas, se você não pretende participar de uma maratona, uma boa pedida é usar a farinha ou grão de chia duas horas depois dos exercícios. Assim, dá para aproveitar as fibras solúveis que a semente esbanja. "Essas substâncias retêm água, o que prolonga a hidratação e a presença de minerais no organismo", explica a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição, em São Paulo.


Foi justamente nessas versões, ou seja, semente e farinha, que a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, levou o alimento andino para o laboratório. O objetivo era comparar a ação de ambas as variedades em temperatura ambiente e aquecidas. "Vimos que, por causa das fibras, todos os tratamentos estimularam o trânsito intestinal nos animais analisados", conta.


Contudo, quando a pesquisadora e seus alunos avaliaram o estresse oxidativo - fator relacionado a doenças como diabete e câncer -, ficou evidente que ele só foi amenizado quando as cobaias ingeriram o farelo que não passou pelo fogo. "Ele não apresenta gordura como a semente. E a substância é a principal a sofrer oxidação. Esse processo também é facilitado quando a temperatura está elevada", justifica Sandra. Logo, se a ideia é barrar o estresse oxidativo, já sabe: a farinha ao natural é a melhor opção.
Agora, se estiver de olho em uma ação mais global a favor do funcionamento do corpo, as sementes saem na frente. Basta consumir duas colheres de sopa todos os dias. Só duas mesmo. "Como a chia tem muitas fibras, pode dificultar a absorção de alguns minerais, além de desregular o intestino se não houver consumo adequado de água", frisa o nutricionista José Aroldo, diretor da Nutmed, no Rio de Janeiro. Seguindo essa recomendação, certamente você terá tantos motivos quanto as civilizações antigas para idolatrar a semente de chia.

Se a intenção é perder peso...
Seu principal objetivo com a chia é mesmo afinar a cintura? Então faça o seguinte: deixe a semente na água por pelo menos 40 minutos. Quando a mistura se transformar em um gel, adicione suco de uva sem açúcar para obter uma espécie de sagu. "Consuma no café da manhã ou no lanche do final da tarde. Dessa maneira, você evita abusos nas principais refeições do dia", aconselha a nutricionista funcional Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

Veja quanto você teria de comer de outros alimentos para obter o que duas colheres de sopa oferecem:

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1. 129 gramas de aveia como fonte de fibras totais.
2. 50 gramas de banana como fonte de potássio.
3. 129 mililitros de leite como fonte de cálcio.
4. 285 gramas de espinafre como fonte de ferro.
5. 680 gramas de tomate como fonte de antioxidantes.
6. 60 gramas de nozes como fonte de magnésio.

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Variedade

Farinha O conteúdo de proteínas e fibras agrada, mas não tem o desejado ômega-3. Pode substituir parte da farinha de trigo em receitas.
Óleo Concentra o ômega-3, a gordura do bem. Mas não é fonte de fibras como a farinha e a semente. Ideal para temperar a salada.

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Receita

Mousse de ricota com chia
Coloque 3 colheres (sopa) de semente de chia para hidratar na água durante 30 minutos. Aqueça bem 200 mililitros de leite desnatado com mel. Em seguida, acrescente 2 envelopes de gelatina sem sabor e mexa até dissolver. Leve a mistura ao liquidificador e bata com 200 gramas de ricota. Em uma tigela, incorpore essa mistura às sementes de chia hidratadas. Mexa bem. Em uma fôrma de pudim, alterne camadas de mousse de chia e pedaços de frutas. Depois, deixe na geladeira por 30 minutos. Decore com frutas.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Conheça os alimentos que reduzem o colesterol

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Se você tiver níveis altos de colesterol (ou deseja evitá-los), uma das primeiras coisas que você deve examinar é a sua dieta. Você está consumindo alimentos que ajudam a reduzir o colesterol? Ou tem evitado aquelem que aumentam? Se não, nós preparamos uma lista de 7 alimentos que devem estar no seu carrinho de compras e que prometem baixar o seu colesterol, naturalmente.

Amêndoas

As amêndoas são trabalhadoras árduas quando se trata de reduzir seu colesterol. Primeiro, elas são ricas em gorduras insaturadas que ajudam a aumentar o colesterol HDL (saudável) enquanto reduzem LDL (ruim). Segundo, essas gorduras também ajudam a impedir que o colesterol LDL seja oxidado, o que é ótimo, porque o LDL oxidado é mais agressivo para as suas artérias e mais capaz de entupi-las. Inclua amêndoas na sua dieta. Mas tome cuidado com a quantidade: as amêndoas são ricas em calorias, e tudo que você precisa são 10-12 delas por dia.

Azeite de oliva

Este óleo é uma estrela no mundo da nutrição – rico em antioxidantes e gorduras monoinsaturadas que reduzem o mau colesterol (LDL) e elevam o bom (HDL). De fato, em um estudo que analisou pessoas com colesterol alto, amostras de sangue apresentaram menor potencial de formar coágulos duas horas após os pacientes do estudo comerem uma refeição com azeite de oliva. Isso porque o azeite é rico em compostos fenólicos, substâncias vegetais que tornam o sangue menos susceptível a coagular. Tudo o que você precisa é de cerca de 2 colheres de sopa por dia para se beneficiar (use-o no lugar de outras gorduras).

Aspargos no vapor

Não há nada de errado com um prato de legumes cozidos na sua dieta, mas preparar no vapor pode ajudar a manter as propriedades medicinais de alguns alimentos, incluindo os aspargos. Outros vegetais que melhoram após um tempo curto no vapor são: beterraba, quiabo, cenoura, berinjela, feijão verde e couve-flor. Pesquisadores acreditam que cozinhar estes vegetais no vapor pode ajudá-los a eliminar ácidos biliares, o que significa que o fígado precisa gastar colesterol LDL para fabricar a bile. Resultado: menos colesterol ruim na sua circulação.

Mingau de aveia

Sua mãe estava certa! Começar o dia com uma tigela de mingau de aveia é uma opção inteligente. De todos os cereais integrais, a aveia é a melhor fonte de fibra solúvel – o tipo de fibra que forma um gel e previne que o colesterol seja absorvido na corrente sanguínea. Tenha como alvo comer de 5 a 10 gramas de fibra solúvel por dia. Se você comer 1 xícara de farinha de aveia cozida no café da manhã, você já tem 5 gramas dessa fibra. Adicione ao mingau uma maçã picada e pronto, você já ganhou mais 3 gramas.

Mirtilos

Você já deve ter ouvido que o mirtilo (blueberry, em inglês) é um superalimento. Qual a razão para tanta fama? Eles ajudam a manter suas artérias limpas, reduzindo os níveis sanguíneos de colesterol LDL. Os investigadores suspeitam que isso ocorre porque as amoras melhoram a função hepática. O resultado final: o colesterol é varrido para fora da circulação muito mais facilmente. Desfrute de mirtilos frescos, congelados ou liofilizados. Eles ainda têm os mesmos benefícios.

Tomates

Coma tomates e seus derivados, ricos em licopeno, todos os dias por algumas semanas e você pode diminuir o seu mau colesterol LDL em quase 10%, de acordo com um estudo recente. Pesquisadores acreditam que o licopeno dos tomates inibe a produção de LDL, enquanto que, ao mesmo tempo, ajuda a quebrar essa gordura. Entretanto, o licopeno é melhor absorvido pelo corpo nos tomates cozidos. Você deve consumir pelo menos 25 miligramas de licopeno por dia para ter esse benefício, o que significa meia xícara de molho de tomate.

Abacates

Eles estão repletos de gorduras monoinsaturadas e amigas do seu coração, que derrubam os triglicérides e o colesterol ruim, enquanto aumentam o colesterol bom. Prepare uma deliciosa guacamole para comer com saladas ou mesmo com pão integral torrado.

Estes alimentos, associados com atividade física regular, repouso adequado, diminuição do consumo de açúcares refinados e gorduras de origem animal, vão ajudá-lo a manter seu colesterol dentro dos limites saudáveis, naturalmente!

Fonte: Espaço Vida Natural

domingo, 14 de julho de 2013

Café é um alimento funcional e nutracêutico que melhora a satisfação, o humor e o aprendizado

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O café é um alimento funcional e nutracêutico. Essa máxima já é aceita pela comunidade médico-científica por estar relacionado à prevenção de doenças físicas, mentais e degenerativas e à manutenção da saúde. Pesquisas comprovam que o café vai muito além da cafeína, contendo também diversos nutrientes: minerais – como cálcio, potássio, zinco, ferro, magnésio -, aminoácidos, proteínas, lipídeos e ainda elementos antioxidantes, entre eles os ácidos clorogênicos.

O médico neurologista Jorge Moll Neto, presidente do Instituto D’Or Pesquisa e Ensino, desenvolve pesquisa desde 2009 sobre os efeitos do café no cérebro. A etapa inicial da pesquisa, intitulada “Correlatos neurais da experiência olfativa e gustativa do café”, contou com a participação de 30 voluntários e tem o apoio do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café. O objetivo é entender os efeitos sensoriais causados pelo aroma do café no cérebro, especificamente nos mecanismos de recompensa (prazer) e motivação. Moll constatou que o aroma do café tem um efeito poderoso sobre as regiões do cérebro que regulam a sensação de prazer, atenção e motivação.

Segundo o neurologista, o que motivou a pesquisa foi compreender os mecanismos que levam as pessoas a tomar e apreciar o café, a bebida mais consumida no mundo depois da água, sendo o Brasil o segundo maior consumidor depois dos EUA. “O café é riquíssimo em compostos químicos, muitos com efeitos biológicos ainda desconhecidos. Muitas dos benefícios atribuídos ao café – por exemplo, o efeito de estímulo intelectual e social – ainda não são compreendidos, e é por esse motivo que a Neurociência e a Medicina precisam estudá-lo”, afirma.

Pesquisa – De acordo com Moll, os voluntários são submetidos a um “exame” de ressonância magnética. À máquina que realiza o exame, está acoplado um aparelho especialmente desenvolvido para apresentar os aromas: o olfatômetro, o qual através da abertura e fechamento de válvulas permite que diversos aromas de café sejam apresentados ao voluntário.

“Por meio de vários finos tubos que chegam próximos ao nariz dos voluntários, apresentamos diversos aromas de café de forma precisamente controlada. Verificamos que o aroma do café age em vários circuitos cerebrais.

A primeira região que detectamos foi a da percepção olfativa ‘genérica’, chamada córtex olfativo, onde o cheiro é percebido”, explica. Moll salienta que qualquer tipo de cheiro ativa essa região. “O que chama atenção, no caso do café, é a potência com que o aroma da bebida evoca ativação em outras regiões do cérebro, envolvidas na experiência de recompensa ou prazer, assim como em mecanismos da atenção seletiva”.

O neurocientista compara o café, por exemplo, com o vinho ou com os perfumes. Segundo ele, o café é mais rico no perfil de aromas do que qualquer uma dessas substâncias. “O café tem mais de 200 componentes que são liberados no ar (“voláteis”) e muitos desses podem ser percebidos pelo olfato”, completa.

Futuro – A pesquisa pretende ainda descobrir se existem compostos químicos no café com efeitos mais seletivos, ou seja, se certos compostos estão associados a experiências subjetivas mais específicas e a regiões diferentes do cérebro. “O objetivo agora é a construção de um novo olfatômetro, permitindo apresentação de maior número de amostras com maior intensidade e precisão temporal. Certos cafés com diferentes concentrações de substâncias podem ter efeitos diferentes em relação à atividade cerebral”, assegura Moll.

Doenças físicas – De acordo com estudos norte-americanos, o consumo de café pode diminuir as chances de acidentes cardiovasculares (infartos) e cerebrais (“derrame” ou AVC), de diabetes e hipertensão, além de diminuir incidência da osteoporose e de crises de asma, nesse caso devido ao efeito brancodilatador da cafeína. A bebida melhora ainda a capacidade de atenção, memória e aprendizado.

“É claro que cada indivíduo é único e reage de uma forma. Os horários mais recomendados para se tomar café são no café da manhã, depois do almoço e à tarde. Algumas pessoas não devem consumir café ao fim da tarde ou à noite, pois poderão ter insônia devido à cafeína. Em média, o consumo recomendado, de acordo com estudos epidemiológicos sobre os benefícios do café, é de três a seis xícaras ao dia”, esclarece.

Doenças mentais e degenerativas – O café também é conhecido por seus potentes antagonistas opióides, os quinídeos, formados na torra do café a partir dos ácidos clorogênicos. São pouco conhecidos outros efeitos no organismo humano dos quinídeos, que também possuem uma ação inibidora da recaptação da adenosina, atuando como citoprotetor (ou seja, protegendo a célula de efeitos oxidantes).

Por isso, os ácidos clorogênicos e os quinídeos formados na torra adequada do café podem até ser mais importantes que a cafeína na bebida e de grande ajuda na prevenção e controle de distúrbios como a depressão, o alcoolismo e o uso de drogas. Estudos também comprovaram que o consumo de café pode prevenir doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, potencialmente devido ao seu efeito antioxidante.

Consórcio Pesquisa Café – Congrega instituições de pesquisa, ensino e extensão localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação das instituições e a otimização de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais. Foi criado por dez instituições: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Agronômico – IAC, Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras – Ufla e Universidade Federal de Viçosa – UFV.

Texto de Flávia Bessa e Gabriela Coelho , da Embrapa, publicado pelo EcoDebate, 02/05/2013